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Sultan Nikolaev
Sultan Nikolaev

Pobre Corinthiano Careca Pdf 13 ##HOT##


7 que acabam por abalar suas emoções. Durante uma aula de educação física na escola particular onde era bolsista, o menino sofre um acidente e é levado ao médico que encontra piolhos em sua cabeça. Não há outra saída e sua mãe raspa seu cabelo, algo que o menino prezava. Isso o deixa muito fragilizado e com o sentimento de perda das forças, acreditando que nunca conseguirá resolver seus problemas. O personagem em questão tem uma autoestima muito baixa devido ao fato de ser pobre e não ter conhecido seu pai. Ao ficar careca ganha de sua mãe um gorro verde que era de seu pai. Depois disso, ele começa a pensar na figura paterna constantemente. Seu professor pede para a turma uma redação com o tema: suas últimas férias, José Pedro não sabe o que escrever já que não havia feito nada de interessante durante suas férias, por não ter dinheiro, mas ainda assim consegue escrever sua redação que vem a ser elogiada pelo professor na frente de toda a classe, o que eleva sua autoestima e gera doces lembranças: Você até leva jeito para escrever - disse o professor [...] (AZEVEDO, 1998, p. 63). A partir daí muita coisa muda em sua vida, e ele então passa a sonhar mais e ver nesses sonhos possibilidade de realização. Nota-se também que José Pedro julgava as pessoas pela aparência, acreditava que todos os seus colegas eram melhores e mais felizes que ele, e tinham uma vida e família perfeita; porém, após uma conversa com Camila, por quem alimenta uma paixão secreta, percebe que não é bem assim, que todos têm problemas e obstáculos a enfrentar. O seu Marão, ex-vizinho de José Pedro, também foi fundamental, pois seu exemplo de superação motivou o menino a querer vencer os limites que a vida lhe impôs. Outra personagem que o leva a transformar o modo de se ver é o jogador Chinfrim, do Corinthians, um moleque de apenas 16 anos, reserva do reserva, que causou grande espanto em todos, pois era considerado dispensável e, todavia, conseguiu fazer um gol num jogo que terminou em 1x1, um resultado excelente para o Corinthians, que faz José Pedro reavaliar sua própria imagem, ver que ele tem seu valor. José Pedro vai percebendo que para tudo existe uma solução e não precisa ser somente por meio do dinheiro, mas sim da criatividade e do próprio esforço e dedicação. O menino, no decorrer da narrativa, vai amadurecendo e mudando sua visão a respeito de tudo a sua volta, e enfim conquista a autoconfiança. A história tem um desfecho um tanto inusitado, pois o narrador deixa certa abertura para os rumos que poderá tomar a vida do garoto, cabendo ao leitor imaginar. 785




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8 O livro é dividido em capítulos relativamente curtos e sem títulos, somente com números, totalizando 15. O personagem principal é José Pedro, visto que ele participa de todas as ações, e uma de suas características é o fato de ele ser anti-herói, já que ele é uma pessoa comum, cheia de conflitos, pobre, filho de pais separados, mau aluno, tem uma baixa autoestima e ainda teve que suportar a tristeza de raspar seus cabelos. O antagonista da história é Charles Augusto, um personagem que contraria tudo que diz respeito a José Pedro: bom aluno, bonito e torce pelo time rival: Palmeiras. Na visão de José Pedro, ele era muito rico, e vivia atormentando-o. Os demais personagens são secundários, como D. Sueli, mãe de José Pedro, que era a sua única referência familiar, uma pessoa muito trabalhadora e se preocupava com o futuro do filho. Camila é a primeira paixão de sua vida, e durante a narrativa ele descobre que ela não era rica como imaginava, e acaba se aproximando mais da realidade dele e por isso ele via possibilidades concretas de conquistá-la. O professor de Português foi a primeira pessoa a fazer um elogio a ele, o que o estimulou a pensar em futuramente escrever um livro sobre o Corinthians e um de poemas para sua amada Camila. O idolatrado Corinthians, depois que José Pedro teve que raspar os cabelos, era a única coisa que o fazia esquecer seus problemas. O pai de José Pedro o abandonou quando tinha apenas dois anos. A partir da perda de seu cabelo, o garoto começa a pensar no seu pai, imaginando que Se seu pai estivesse em casa, talvez sua vida fosse diferente. (AZEVEDO, 1998, p.58). O papagaio é uma personagem que late e canta Águas de Março, e por isso José admira a inteligência do bicho irracional, enquanto ele nem sequer consegue tirar notas boas na escola. A linguagem utilizada é informal. Os diálogos são coloquiais e espontâneos, sem exageros desnecessários, mas com a preocupação de utilizar a forma de falar dos jovens. O texto apresenta, inclusive, algumas gírias, isso certamente facilita e motiva a leitura do público alvo que é justamente o público infanto-juvenil. Referente ao tema central destaca-se a baixa autoestima da personagem que se sente insegura e diminuída, tendo dificuldade em lidar com as carências emocionais e materiais que afetam seu cotidiano. Vale ressaltar os estudos de Rony Farto Pereira no artigo O ponto de vista do leitor em formação, que mostra uma pesquisa realizada a fim de avaliar a recepção da obra Pobre Corinthiano Careca, por alunos da 6º série em uma escola pública da cidade de Tupã (SP), durante o ano letivo de 2002: 786


9 Questionados sobre os motivos pelos quais apreciaram o livro, os sujeitos indicaram vários: porque fala de um menino triste, porque fala de futebol, porque fala do Corinthians, porque é um pouco real, porque é engraçado, porque as ilustrações são legais, porque usa nossa linguagem (a gíria), porque é bom, interessante ou legal, porque fala de romance e paixão, porque aborda a questão da separação dos pais, porque José Pedro enfrenta dificuldades ou porque José Pedro era pobre, mas feliz (PEREIRA, 2008, p. 191). Nesse sentido, não se pode deixar de falar que o livro Pobre Corinthiano Careca de Ricardo Azevedo é bem criativo, fazendo uma abordagem por vezes bem humorada de temas importantes e que fazem parte do cotidiano de muitos jovens. Ele quebra de certa forma com o estereótipo de que todo protagonista deve possuir um comportamento exemplar, e até mesmo artificial. Certamente muitos leitores irão se identificar com o protagonista que pode ser considerado um anti-herói, pelo fato dele possuir defeitos como todo mundo. A história leva à reflexão de que a felicidade é viável para todos e não depende do dinheiro, pelo contrário, no mundo atual os valores familiares e éticos estão ficando em segundo plano em detrimento da constante busca pelo lucro, e esse é um dos fatores de reflexão que Ricardo Azevedo traz à tona. Sendo assim, este livro seria muito pertinente ao momento de ruptura, pois ainda que de linguagem e tema acessíveis, traz personagens singulares e um protagonista que vivencia descobertas, tal como todo adolescente. Valendo-se disso, o professor poderia propor a leitura do livro, partindo de alguns comentários: Como vocês acham que é o pobre corinthiano careca que dá nome ao livro?, Será que ele é fanático como o personagem da charge?, Por que será que ele é careca?, Em que sentido você acha que ele seja pobre?, Alguém já zombou ou apelidou você por alguma de suas características? Após esse procedimento, o professor poderia ler alguns capítulos em sala, haja vista que são curtos, com o intuito de estimular a leitura. Para esse momento, serviriam bem os capítulos 2, 4 e 10, pois trazem suspense, temas e situações engraçadas, emocionantes e que despertam no aluno o desejo de conhecer melhor o personagem. 4ª etapa: Questionamento do horizonte de expectativa Aqui é proposta uma reflexão à sala sobre as leituras realizadas, de modo a perceber qual texto trabalhado nas diferentes etapas exigiu maior reflexão. Para este momento, o docente pode pedir algum registro ao aluno, sugerindo, por exemplo, que 787


11 possibilidades, que partam em busca de novas obras, com um grau de complexidade maior ao que estavam acostumados, apaixonando-se, quiçá, pela literatura. Referências AGUIAR, Vera Teixeira de; BORDINI, Maria da Glória. Necessidade de metodologia; Método recepcional. In:. A formação do leitor: alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, AZEVEDO, Ricardo. Pobre Corinthiano Careca. São Paulo: Ática, MACHADO, Ana Maria. Entre vacas e gansos escola, leitura e literatura. In:. Texturas: sobre leituras e escritos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares de língua portuguesa para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Curitiba: SEED, PEREIRA, Rony Farto. O ponto de vista do leitor em formação. In: CECCANTINI, João Luís; PEREIRA; Rony Farto (Org.). Narrativas Juvenis: outros modos de ler. Editora UNESP: São Paulo, PERRONE-MOISÉS, Leyla. Literatura para todos. In: Literatura e Sociedade. n. 9, São Paulo, 2006, p Sites consultados: ATIVIDADES COM CHARGES. Disponível em . Acesso em 26 de agosto de SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA TRABALHAR MÚSICA EM SALA DE AULA. Disponível em


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